Friday, November 17, 2017

Sequía: ¿Por qué no llueve en España?

Sequía: ¿Por qué no llueve en España? | Ciencia y tecnología | Cadena SER



Las reservas de agua de los embalses españoles están en el nivel más bajo de los últimos 22 años y sigue sin llover. ¿Por qué no llueve? Aemet ha explicado este viernes que un anticiclón situado sobre la península Ibérica hace de "efectiva barrera contra las lluvias" que "desvía las borrascas y sus frentes hacia el norte y el sur de nuestras latitudes". 
Esta es la razón por la que la lluvia evita nuestra país y deja mapas de satélite con poquísimas nubes y ninguna posibilidad de precipitaciones por ahora
Pocas nubes en los cielos de España este viernes. / AEMET
El mes de octubre fue calificado por la Agencia Estatal de Meteorología de muy seco. La precipitación media sobre España fue de 26 milímetros por metro cuadrado, lo que supone el 33% de la media de este mes, que es de 78 milímetros por metro cuadrado. Esta falta de lluvia se refleja sobre el terreno en imágenes preocupantes como la de la península Ibérica en tonos marrones que indica la ausencia de vegetación
La imagen de la Península que demuestra que la sequía es un problema muy serio. / AEMET

¿Cuándo se prevé que llueva?

Tampoco lloverá en España durante el paso de la borrasca calificada de ciclón tropical que estos días se desarrolla en el Mediterráneo central y que dejará fuertes precipitaciones entre Sicilia y la costa oeste de Grecia. Según las previsiones de wxcharts, las borrascas seguirán evitando la península Ibérica hasta al menos el viernes 24 de noviembre. Ese día se prevé la entrada de una borrasca por Galicia que cruzará la Península hacia el este durante el sábado y que el domingo pasará por las Islas Baleares. Este pronóstico está sujeto a cambios, ya que una previsión fiable no va más allá de una semana y con bastante incertidumbre.
La previsión señala que una borrasca entrará por Galicia el 24 de noviembre. / WXCHARTS.EU

Monday, November 13, 2017

ESPANHA: DEMOCRACIA CONTRA Democracia

ESPANHA: DEMOCRACIA CONTRA Democracia + WEB SUMMIT – TriploV Blog





ESPANHA: DEMOCRACIA CONTRA Democracia + WEB SUMMIT

ESPANHA: DEMOCRACIA CONTRA Democracia
Estado de Direito a fazer Aprisionamentos por Razões políticas
António Justo
No contencioso entre Madrid e Barcelona não se está a fazer uso do Direito contra infracções criminais, o que se está a dar é política contra política! O Governo democraticamente eleito de Madrid, não quer resolver assuntos políticos no foro político; Mariano Rajoy prefere comprometer o direito, mandando prender 8 Conselheiros do governo da Catalunha democraticamente eleito! Carles Puigdemont com outros quatro políticos encontram-se “refugiados” na Bélgica; estes foram agora visitados por 200 autarcas catalães apoiantes. O assunto é demasiado complexo e triste para todos, não podendo ser resolvido com uma simples opinião do pró ou do contra. Aqui seria mais adequada uma posição mais conforme à mentalidade católica portuguesa do "não só…, mas também"! (Em caso extremo, ora-se pelo réu!…)
Autoritarismos, precipitações dos dois lados e a falta de diálogo criam situações embaraçosas para todos. Rivalidades e nacionalismos encontram aqui uma manjedoura abarrotada; também na Bélgica!
Enfim, democracia contra democracia! E o povo que as pague! Na secura da governação as ruas enchem-se de povo a passear a democracia, na sombra da paisagem. Tudo quer, tudo acusa, mas a culpa é do verão.
Carles Puigdemont cometeu erros, (ao ser inflexível e podendo ter recorrido a eleições numa população de 7 milhões); por outro lado a maneira como Madrid reage é autoritária, não é democrática.
A democracia que conhecemos, nunca pode partir de uma posição de poder “soberano”, ela é de si limitada por ser um sistema repartido e viver de interesses agrupados num jogo de eleitos contra eleitos. Não é democrático tentar resolver questões políticas com medidas penais; Mariano Rajoy não pode aprisionar milhões de pessoas nem os seus representantes.
Também a EU não se encontra preparada para conflitos semelhantes aos da Catalunha e, embora a Catalunha seja favorável à EU, a Bruxelas não se comportou bem ao tomar partido pelo governo de Madrid, muito embora dizendo que aquilo era um assunto interno de Espanha.
O centralismo facilita a governação, mas tem que estar consciente que a sua força se dá à custa do empobrecimento dos mais fracos e das regiões. Daí a necessidade de cautela para que as diferentes forças não acordem para a violência.
Mariano Rajoy tem de renunciar à prisão dos políticos catalães e terá de se abrir no sentido de fortalecer a autonomia (exemplo Tirol) catalã na mesa das conversações. Agora trata-se de arranjar maneira como tirar as sardinhas das brasas.
O argumento do cumprimento da lei é insuficiente porque a lei assemelha-se a uma cama que depende de quem a faz e de quem se deita nela! Até 2012 Barcelona estava contente e até lá também se observava a lei; foi um erro do Tribunal Constitucional de então ter reduzido os direitos de autonomia da Catalunha que se sente discriminada também em relação ao país Basco.
Na guerra civil de Espanha (1936-1939) os catalães combateram ao lado dos republicanos contra os nacionalistas, lutaram contra Franco porque receavam então perder direitos autónomos. Com a victória de Franco foi estabelecido um Estado centralista.
Mão dura só pode levar a extremismos e ao uso da violência. A Catalunha tem uma memória de muitos séculos que também deve ser respeitada enquanto o povo o desejar.
António da Cunha Duarte Justo
In Pegadas do Tempo, http://antonio-justo.eu/?p=4503
WEB SUMMIT
Web Summit tem os seus quês, mas em Lisboa, é um grande testemunho de que Portugal se encontra a bons passos no sentido de um bom futuro. Portugal é realmente o ponto de encontro das civilizações: foi-o com o Infante Dom Henrique e sê-lo-á no futuro… Os velhos do Restelo também têm o seu lugar, mas não se lhes deve dar demasiada importância! Poderão ter razão no facto da inteligência artificial poder também trazer grandes problemas.
Mas o que mais vale e estimula Portugal é o sonho! Quem não integra esta característica no seu arrazoado ainda não viu muito de Portugal!
António Justo

Que queren ? por GABRIEL BACEIRO

Que queren ? | Ollaparo. O universal é o local sen muros



Que queren ?

por Gabriel Beceiro
Nunha semana Iglesias cesou a Fachin, visibilizouse o antagonismo ideolóxico dos partidos independentistas, douscentos batlles foran a Bruxelas, producironse várias mobilizacións e a Audiencia Nacional española e o Tribunal Supremo tomaran novas decisións punitivas, na sexta-feria presentouse a asociación de eleitores, onte houbo mais unha manifestación masiva clamando pola libertazón dos presos e a CUP vén de dicir presentarse ás eleicións convocadas polo goberno español. Cando saia publicado este texto serán oito os presos cataláns encarcerados por un Estado que decidiu transitar a via autoritaria e represiva contra a disidencia política. Hai un goberno que por dar cumprimento ao mandato popular está na prisión e no exilio e hai unha administración ocupada polo goberno español de maneira ilegal. Dous feitos que lembran que a República foi proclamada ainda que de momento non se fixera efectiva. No entanto, a greve xeral deitou momentos interesantes da man dos Comitès de Defensa de la República que xa asumiran un papel salientabel no referendo do 1-O, pondo de manifesto que en ningún caso os votos poden ser declarados ilegais.
Un dos trazos distintivos do españolismo e o seu rexionalismo dóxico – ben visibel na sección opinión de La Voz de Galicia- é a súa fixación e emarañamento na teoloxía política do constitucionalismo; só é capaz de caracterizar o suxeito soberanista por medio da figura do santo. O exemplo de Blanco Valdés – por ser productor de coñecimento constitucional en español nun departamento da USC e coñecedor do que significa unha disciplina como a súa naquilo que Foucault en “Vixiar e punir” debullou como episteme aplicada sobre os corpos coa vontade de cuadricular, someter, controlar e suxetar aos individuos e as súas opinións para tornalos dóciles e obedientes- revela talvez a dificultade que ten o unionismo á hora de respostar, mesmo a un nivel subxectivo, algo fundalmentamente distinto daquilo que supostamente combate. Por iso son incapaces de fitar que aquén Forcadell haxa un movimento democrático horizontal que non é reducibel ao momento decisionista nen a figura da santidade nen a do martir. Ao cabo, quen está preparado para o nivel de agresividade amostrado polo nacionalismo español de brazo dado do aparato de Estado?
Caso a parte merecen Fermín Bocos, Paloma Cervilla , Carlos Herrera e os galegos Barreiro, Caneiro e Gonzalo Bareño cando afirma sen piscar que “a un demócrata solo le cabe acatar las decisiones judiciales, sean las que sean”- nunha reformulación da leria rajoniana “se non é legal, non é democrático”- entanto Caneiro se preocupa compunxido que “Ni la Agencia del Medicamento, probablemente, irá a Barcelona. Ni el Mobile World Congress, probablemente, volverá a realizarse en la ciudad condal si esta locura política persiste”. Nen un só apupo a Rajoy que tanto chama ás empresas a fuxir como agora insta a non facelo. A todos eles a parte da lexislación española que non interesa e que permite a autodeterminación dos pobos así como a lección de dereitos e lingua impartida en Bélxica non lles merecen atención. Porque xa atoparan o xeito de salvar a fenda da pregunta “Que queren os cataláns?” cunha resposta e non precisaran moito esforzo en achar cualificativos edificantes entre os ofrecidos en castellano polos meia: lidercillos, cobárdes y prófugos, pusilánimes, disparate, alentar el odio a España y a los españoles, paroxismo suicida, nave de los locos, delirio catalanista…Prontuario ético dificil de atopar “no outro lado”. Tan preocupante como que non se decaten do devalo autoritario e recentralizador da democracia española e non apenas no que atinxe aos cataláns.
Talvez porque os meios son a nova dereita que se confunde coa realidade, non teñen que se alinear na defensa desta ou daquela outra figura de dereitas ou de esquerdas; as variables dispoñibeis constituen un sentido común de dereitas que non precisa da realidade para xulgala. A constitución deste xénero en termos case ficcionais precisa manifestarse: é aquilo que recoñecemos como familiar xa que é o único con voz que se mostra audibel. Fronte a iso, aquilo que non aparece así constituido é inaudibel. Reactivo, conservador e mesmo supremacista desde o momento que se nega a descentrar a súa visión, o que evidencia unha actitude antipolítica e unha xestión de limpeza, unha cuestión xerencial que barre e barra calquer acontecimento onde apareza a alteridade social. Como se conducen as apropiacións e a referencia lexitimatoria fundamental do caracter hispanocentrado do patrón de poder, material e intersubxectivo?. Teriamos exemplos a eito na “política pequena” e na dimensión da “xeopolítica banal”, como munición para “atajar” o denominado “desafío soberanista de Cataluña” (así denominado do ABC á Cadena SER) na restauración xurídico-policial do rexime do 78 que continua espallando unha división binaria entre os Outros (separatistas, soberanistas, nacionalistas, vernáculos) e Nós (demócratas, dialogantes, valedores do estado de dereito).
A recente ridiculización de Carme Forcadell fai parte dese imaxinario desvalorizador que atopamos por toda parte no ámbito político español. Porque a anomalía non debruza en mofarse con máis ou menos acerto do facto de que a presidenta do Parlament teña pasado polo Tribunal Supremo en condición de presidenta da ANC para salientar así a súa actuación como presidenta do Parlament. Mas facelo nos termos en que se plantexan con Forcadell, cando nunca se plantexaron verbo doutros políticos, é fácil detectar resonancias misóxinas e supremacistas na súa forma destilada: quer dicer como anticatalanismo. Segundo a perspectiva anticatalanista o catalá é quen sempre é sospeitoso de “desafío” e “adoutrinamento” mas tamén aquel que “moderniza”, “innova” e gaña competicións deportivas . O caso evoca a fórmula lacaniana do “Che vuoi?” que Zizek emprega para ilustrar a incapacidade para traducir o desexo do Outro. Esa fantasía é a que permite eludir a insustentabel fixación na que o Outro quer algo de nós entanto somos incapaces de traducir ese desexo do Outro nunha interpelación positiva. A ese efecto chámalle Zizek ” a falta no outro”. Por iso resulta reveladora a escalada de insultos.Lembremos que cobardía o traizón son os termos cos que o PP e tutti quanti empregaran para cualificar a estada belga de Puigdemont, acusándoo de non dar a cara á xustiza española ( quen o acusan esqueceran que entre os colaboradores do goberno español existen antecedentes de mutis por el foro desde 1931 até o presente).
É presisamente desde unha perspectiva non decisionista ou de radicalidade democrática que o menos importante é se adxurara e acatara o marco constitucional(ao parecer a fiscalía non procurou a súa retractación porque estaba prefixada a prisión provisional) ou se afirmou ter sido unha proclamación simbólica para evitar prisión. Porque ainda que así fora , a República foi declarada ainda no alegado suposto de que Forcadell o negara como certo é que a Generalitat non ten capacidade coercitiva para a desenvolver no curto prazo. Portanto recoñecer perante o xuiz que non tiña efectos xurídicos , mas carácter simbólico, é unha tautoloxía. Porén, cómpre non menosprezar o momento simbólico da declaración da república porque achega as coordenadas que permiten articular o desexo soberanista ao tempo que mostra o límite imanente do Estado español. E o españolismo sábeo, de aí as reaccións imediatas chamando aos estados europeos a non recoñecela.
Podemos fitar agora a designación ideolóxica coa que funcionan, prisioneiros do seu anticatalanismo, o ben alineado discurso dos opinadores editorializantes (na perspectiva que o goberno español dá Constitución, claro está) do que significa “democracia”: progreso na lei e a liberdade ainda que -no nivel dos feitos, descriptivo- o rexime politico lexitimado como “demócrata” produza fenómenos sumamente represivos. Como en todos os mundos posíbeis o que democracia designa é, en todo aquilo que o contradí con feitos, “lei e liberdade”, o que non é posibel falsar empíricamente. Por outras palabras, é a asunción da dimensión simbólica como a DUI, quer dicer superando a identificación coa monarquía constitucional española, como Cataluña se torna suxeito político, nun mandato co que identificarse. Zizek observa iso mesmo en toda demanda política “atrapada nuna dialéctica na que apunta a algo diferente ao seu contido literal: por exemplo, pode funcionar como unha provocación que se propón ser rexeitada(“en cuxo caso, o mellor xeito de frustrala é satisfacela, acceder a ela sen reservas”.
Portanto, reducir a lexitimidade do Procés e da proclamación da República ao momento xudiciario é reproducir o discurso decisionista da santificación dos líderes, adxuren ou non do Procés. Ese discurso é vigairo do discurso da disociación coa realidade do que acontece na Cataluña e é dunha simplificación inadmisibel. Por ser unha caricatura debuxada polos meios hexemónicos destinada a desmobilizar e inocular marcos de percepción que dominen en todo o Estado sobre o que acontece na Cataluña. Mas tamén unha agregación do que é a via xudicial e o que é a via política. De se dar o trunfo do soberanismo nas eleicións do 21 de decembro, como o explicarán eses medios?
O legalismo ideolóxico como forma da vontade de impor un conxunto de valores e prácticas que se consideran superiores, amiudo confúndese con impartir xustiza e disóciase da realidade a forza de repetir o desatino de que o que non é legal non é lexítimo, mas tamén na progresiva falta de respeito sobre os Outros. A imperialidade latente do estado español exprésase a eito nas relacións residuais sobre as que se foran construindo a administración autonómica en relación á estatal. Non é apenas unha relacion de imposición pola forza dunha das partes, mas a interiorización dunha estructura de intelexibilidade das relacións que aceptan, en principio, ambas as duas partes. A transición á democracia representativa non supuxo unha rutura coa lóxica subxacente do medo, a “violencia fundadora e persistente” da que procedemos e que sendo constitutiva da orde democrática, no momento político actual fica ao descoberto. A propia tipificación de “crime politico” ou o de delito de “rebelión” ten un alcance normalizador do control propio do biopoder mas supón unha anomalía absoluta. O delito de rebelión ten connotacións de escaramuza militar e non o dun parlamento que promoveu unha consulta pacífica onde a única violencia foi posta polas forzas policiais do Estado democrático.
A falta dunha crítica da razón constitucional española o que fica é un imaxinario no que as decisións xudiciais son puros actos técnicos, derivados da aplicación meticulosoa de métodos (interpretación constitucional, proporcionalidade, ponderación….) e no que o Tribunal constitucional é presentado como axente neutral na procura da interpretación progresiva dos dereitos fundamentais. O resultado foi unha progresiva encriptación do poder no ámbito constitucional, pola especialización da linguaxe procedimentos e reglas e toma decisión adentro do mesmo que leva a unha maquillaxe ou substracción dos atributos do poder e da crítica. De aí que os entusiastas neonconstitucionalistas só permitan o momento cultural dos actos emancipatorios se conservan ou manteñen intactas as estructuras de dominación política, económica e cultural reproducindo así as súas lóxicas a través do tempo. O que queremos salientar deste trasfondo é que o problema polo poder ten sido silenciado e naturalizado: a subalternización de coñecimento, a capacidade dunha Constitución de transformar unha realidade plurinacional e a naturalización das relacións de poder.
Como reconciliarmos coa procura do siso cando non sería dificil demostrarmos que na base de toda verdade dominada xace o corpo espancado en nome da lei ? Só a santa e o martir poden recoñecer a verdade diante do xuiz. Eís o modelo de militancia e de participación política que teñen en mente os Bareño, Rivera, Blanco Valdés, Albiol, Borrell, Feijoó,Vidal Folch, Monedero,Barreiro…e Rajoy. É o mito do decisionismo e do privilexio da palabra da que todos eles son exemplo. Certo é que se trata dun modelo de ser ubicado na zona de conforto desde a que falan, que non é outra que o españolismo colonial que medios como La Voz representan en Galicia e non como voz emitida desde ela. Valdés e Barreiro, dous conspicuos opinadores do mesmo grupo, falan desde a ferida simbólica do Estado e desde o privilexio españolista propio da colonialidade do poder que Ramón Grosfoguel lles mostrou nunha conversa televisada no extinto Programa Vía V.
O soberanismo catalá existe desde antes da Constitución do 78, a própria lexitimidade da Generalitat e o Estatut son previos. Perante a imposibilidade histórica de enunciar o dereito a decidir sen ser interpretado en termos bélicos, pódese enxergar o pròprio Estatut d’Autonomia como unha estratexia xeral de resistencia que por mandato refrendado nas urnas proponse fundar unha República como nova forma de estado na Cataluña. A cuestión debruza en si o Parlament de Catalunya pode lexislar de acordo coa lexitimidade representada nas leis de seu ainda que transgredan o que outras leis ditan. Se non perdemos de vista que a fonte de lexitimidade última é o mandato popular ( “El Parlament representa el poble de Catalunya”) habería que respostar que poden e deben. Cando se encarceran a 2 pacíficos líderes sociais e mais 8 consellers saidos do mandato das urnas do 25 de setembro de 2017 quen perde fundamento é o que restaba de lexitimidade do Estado en Catalunya, onde agora non hai máis lexitimidade representativa do pobo catalá que o Parlament usurpado. O legalismo ideolóxico torna cego perante as demandas estructurais que vai alén do identitario. O politeismo do Procés (do PdCat á CUP) mostra a complexidade estructural do que teiman en denominar “el desafío catalán” e que, presos da cegueira, poñen ao mesmo nivel a corrupción sistémica do PP co dereito a decidir dos cataláns.
Porque o fulcral non é o sentido do voto, mas o feito de poder decidir o seu status. Poder falar e falar para poder decidir. Ao cabo, o intento de formular constitucionalismo desde abaixo a través de novas institucionalidades e territorialidades, pluralismo xurídico, un rexime político novo (república ) e novas subxetividades individuais e colectivas. O Procés catalá exemplifica así un poder constituinte que alargue dereitos perante a imposibilidade de desenvolver a idea dun Estado plurinacional, por tanto implica un cuestionamento do concepto de Estado que se asenta na idea de que en cada Estado só hai unha nación baixo a Coroa. A Constitución do 78 só logrou adiar o proxecto colonial baixo a figura do Estado nación inspirado no modelo de democracia censitaria e a construcción dun constitucionalismo liberal monista. O “estado das autonomías” integrou así os territorios no mercado, mas sen rachar a identidade uniformadora do Estado-nación nen o monismo xurídico.
Afirma John Berger en From A to X que “por boa que sexa unha lei, sempre é acañada. Por iso cómpre discutirmos e cuestionarmos a súa aplicación. E a práctica de o facer corríxenos das eivas e sirve á própira xustiza. Hai leis que legalizan a inxustiza. Esta caste de leis son acañadas porque, cando se aplican, dan exacto incumprimento ao que se pretendia que fixeran cumprir. E compre oporse, ignoralas ou desafialas”. Perante unha lei inxusta, un referendo, que non é outra cousa que un acto de desobediencia civil. Iso mesmo é o dereito a decidir, a soberanía democrática a decidir aquí e agora.
Xa non apenas é que as prisións estén ateigadas é que fora delas estamos a nos acostumar a sermos vixilados e amordazados.O maior perigo non é cando o Estado nos abandona,mas cando se achega de máis a nós.
Publicado en OLLAPARO
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Sunday, November 12, 2017

Uma Rede para comemorar ‘Scórpio’

Uma Rede para comemorar ‘Scórpio’




rede-scorpio

Este ano a Associaçom Galega da Lingua (AGAL) lança o projeto ‘Rede Scórpio’ para comemorar o 30 aniversário da primeira publicação de ‘Scórpio’ (1987, Sotelo Blanco) de Ricardo Carvalho Calero. Este projeto conta com financiamento da Deputación da Coruña.
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Rede Scórpio’ tem como objetivos principiais dar a conhecer a obra entre a sociedade galega, divulgar a sua importância como testemunho da nossa memória histórica e fomentar a sua leitura. Neste sentido, a primeira das iniciativas é a reedição do livro por meio da Através Editora e que conta com epílogo de Arturo Casas e um booktrailer para ajudar na sua divulgação. Esta nova edição poderá encontrar-se já desde meados deste mês nas livrarias e será distribuído nas bibliotecas da província da Corunha.
A segunda das iniciativas para a divulgação da obra é a convocatória do Prémio ‘Scórpio’ de Narração Breve, que se desenvolverá entre 24 de outubro e 22 de novembro de 2017. Este prémio pretende fomentar o conhecimento da obra promovendo novas criações ao redor dela, já que os textos participantes devem propor entre 1 e 5 novos capítulos para “Scórpio”, respeitando a estrutura tipo dos capítulos da obra. Serão outorgados um primeiro prémio de 750€ e um segundo de 300€ no mês de dezembro no Culturgal. Consulta aqui o regulamento do prémio: [Regulamento-premio]
Scórpio (Cartaz)
Uma terceira iniciativa do projeto ‘Rede Scórpio’ é a organização de dous encontros com Quico Cadaval, quem contará “Estórias ao pé dum carvalho”. O primeiro encontro será o 2 de novembro no Salón Teatro de Santiago de Compostela e o segundo o 15 de novembro no Ateneo do Ferrol, para o qual se conta com a colaboração do Ateneo Ferrolán e de Rexenerando, S. Coop. Galega. O preço da entrada será de 5€ em ambas as cidades. As entradas para Compostela vendem-se na bilheteira do Salón Teatro a partir da quinta-feira 26 de outubro e as entradas para Ferrol no mesmo dia do espetáculo no Ateneo. Para Ferrol também podem reservar-se previamente por correio eletrónico em rede.scorpio@maos.gal.
Para completar estas atividades, realizara-se uma unidade didática ao redor da obra e do autor e que será de distribuição livre e também serão realizados roteiros nas cidades de Compostela e Ferrol.
Para fazer seguimento de todas as atividades da ‘Rede Scórpio’ criaram-se uma página de Facebook e uma conta de Twitter: @RedeScorpio30
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Saturday, November 11, 2017

Greenpeace pide que España vote contra el glifosato

Greenpeace pide que España vote contra el glifosato | Periodistas en Español





Greenpeace proyecta en el Ministerio de Agricultura el mensaje #StopGlifosato

La OMS clasifica el glifosato como “probablemente cancerígeno” para seres humanos, en base a evidencias en animales de laboratorio, y el Parlamento Europeo, y más de un millón de personas, han pedido ya que se abandone totalmente el uso del glifosato, y a pesar de estos datos, en España, según los últimos datos disponibles, sólo en 2013 se usaron casi tres mil toneladas en agricultura.
Greenpeace ha enviado en la noche del 7 al 8 de noviembre dd 2017 un mensaje a la ministra Isabel García Tejerina proyectando sobre el Ministerio de Agricultura y Pesca, Alimentación y Medio Ambiente el mensaje “España debe votar ¡No! #StopGlifosato“ con el fin de pedir que el gobierno español se oponga a renovar la autorización del uso del glifosato en la UE.
08/11/2017 Ministerio de Agricultura y Medio Ambiente, Madrid, España. © Greenpeace / Pablo Blázquez
08/11/2017 Ministerio de Agricultura y Medio Ambiente, Madrid, España. © Greenpeace / Pablo Blázquez
”El glifosato es peligroso. Si el gobierno no lo prohíbe, está priorizando el dinero sobre tu salud” han sido algunos de los mensajes proyectados por activistas de Greenpeace en la fachada del ministerio en Madrid. Este llamamiento se produce antes de la discusión, y posible votación, de la propuesta de la Comisión Europea para renovar la autorización del herbicida glifosato que tendrá lugar mañana en Bruselas.
El glifosato es el herbicida más utilizado en el mundo y también en Europa, donde la venta de los productos que lo contienen supone alrededor de mil millones de euros anuales. En España, donde también es el más utilizado, según los últimos datos disponibles (sorprendentemente de 2013) se utilizaron ese año casi tres mil toneladas, solo en agricultura.
Las últimas investigaciones han encontrado glifosato y AMPA (ácido aminometilfosfónico), principal producto de degradación del glifosato, en el 45 % de las muestras de suelos agrícolas de Europa. Además, se ha encontrado en el agua, en los alimentos e incluso en la orina humana. La Agencia Internacional para la Investigación del Cáncer (IARC, por sus siglas en inglés), dependiente de la OMS, clasificó en marzo de 2015 el glifosato como “probablemente cancerígeno para los seres humanos” según pruebas de laboratorio efectuadas con animales.
“Ha llegado el momento de prohibir el glifosato. Más de 40 años contaminando el medio ambiente y nuestra salud, con total impunidad, son más que suficientes.“ ha afirmado Luis Ferreirim, responsable de agricultura de Greenpeace España. ”El Gobierno español debe priorizar la salud de las personas y el medio ambiente, no los intereses económicos de grandes multinacionales como Monsanto. Por eso, España debe votar no al glifosato” ha añadido Ferreirim.
Hace dos semanas el Parlamento Europeo aprobó una resolución para prohibir totalmente el glifosato en 2022 con serias restricciones ya a partir de este diciembre de 2017. Esta resolución no tiene un valor vinculativo pero es un claro mensaje para la Comisión Europea y los Estados miembros. Esto se suma a la Iniciativa Ciudadana Europea que, en un tiempo récord (solo cinco meses), recolectó más de 1,3 millones de firmas de personas que piden que se prohíba el glifosato en la UE.
La anterior propuesta de la Comisión Europea para renovar la autorización del glifosato por diez años recibió el apoyo de 16 países, entre ellos España, diez la rechazaron y dos se abstuvieron. Todo indica que la nueva propuesta no va a recibir el apoyo necesario de los Estados miembros. Si no hay un acuerdo, la Comisión Europea ya amenazó con que dejaría caducar la actual autorización, por lo que a partir del 15 de diciembre los Estados miembros tendrían el plazo establecido en la legislación para vender sus stocks.
A pesar del momento decisivo para el futuro del glifosato, con gran sorpresa, la Comisión de Agricultura, Alimentación y Medio Ambiente del Congreso de los Diputados no aceptó ayer discutir una Proposición No de Ley (PNL) que insta al Gobierno a que se posicione en contra de prorrogar el uso del glifosato.
“La industria quiere convencernos de que la agricultura es imposible sin glifosato. También lo era sin DDT. La agricultura ecológica, de la cual España es la máxima potencia europea y la quinta mundial, nos muestra cada día que la agricultura sin plaguicidas peligrosos es posible. Este es el presente y el futuro.” concluye Ferreirim.

Thursday, November 09, 2017

La Unión Europea pone fin al uso del glifosato

La Unión Europea pone fin al uso del glifosato - Cuentamealgobueno



  • Ayer se aprobó una resolución para que se abandone totalmente el uso del glifosato en cinco año.
  • Además, a partir de diciembre de 2017, se prohíban algunos usos.
  • Más de un millón de personas en la Unión Europea han pedido la prohibición de este herbicida.
El Parlamento Europeo aprobó ayer de forma rotunda poner fin al uso de glifosato a partir del año 2022, con 355 votos a favor, 204 en contra y 111 abstenciones, medida que celebran ONGs medioambientales como Greenpeace
«El Parlamento Europeo dice claramente que el glifosato debe desaparecer, que debe prohibirse. Aunque los plazos de eliminación son más largos de lo técnicamente necesario, esta propuesta es una bocanada de aire fresco. Más de un millón de personas en la Unión Europea, y ahora el Parlamento, piden la prohibición de este peligroso herbicida. Es el momento de que la Comisión y los gobiernos nacionales escuchen este mensaje» ha afirmado Luís Ferreirim, responsable de agricultura de Greenpeace España.
Esta ONG considera que el resultado de la votación es un cambio importante en la posición del Parlamento, ya que pide claramente una prohibición, cuando el año pasado había votado a favor de una renovación de siete años junto con restricciones al uso.
«El glifosato está en el 45% de los suelos europeos, en los alimentos, en el agua… en nuestros cuerpos. Es una irresponsabilidad permitir que siga en el mercado por otros 10 años y sin restricción. El Gobierno español debe votar en contra de la propuesta de la Comisión Europea», ha concluido Ferreirim.

PROHIBICIÓN POR ETAPAS

La resolución aprobada exige una prohibición por etapas. A partir del 16 de diciembre de 2017, propone que se prohíban totalmente los siguientes usos:
  • Uso de glifosato por personas no profesionales.
  • Uso en, o cerca de, parques públicos, patios públicos o jardines públicos.
  • Uso para secar químicamente los cultivos antes de la cosecha.
  • Uso agrícola “donde los sistemas integrados de manejo de plagas son suficientes para la gestión necesaria de malezas”.
A partir del 16 de diciembre de 2022, se deben prohibir todos los usos restantes.

PERO, ¿QUÉ ES EL GLIFOSFATO Y POR QUÉ ES PERJUDICIAL?

El glifosato es un herbicida que ha sido clasificado recientemente por la Organización Mundial de la Salud como “probablemente cancerígeno para los seres humanos”. Se trata de un herbicida de amplio espectro que fue por primera vez comercializado por Monsanto con el nombre de Roundup en la década de 1970.
El glifosfato se ha venido utilizando ampliamente en la agricultura. Es hora de pasar a medidas más ecológicas. Foto cortesía de Policía Nacional de los colombianos
El glifosfato se ha venido utilizando ampliamente en la agricultura. Es hora de pasar a medidas más ecológicas. Foto cortesía de Policía Nacional de los colombianos
Desde que su patente caducó en el año 2000, numerosas compañías producen hoy glifosato con diferentes nombres comerciales. Sin embargo, el Roundup de Monsanto sigue siendo el herbicida más vendido en el mundo. Actualmente, y a nivel mundial, es la sustancia activa de más de 750 productos diferentes que se utilizan en la agricultura, silvicultura, jardinería y para aplicación doméstica. En España, en 2015, están autorizados 125 productos distintos.
Veinte años después de que el herbicida llegara al mercado, Monsanto desarrolló plantas transgénicas (Roundup Ready) tolerantes al glifosato, lo que en consecuencia permitía una aplicación más amplia del producto y supuestamente una reducción del uso de herbicidas. Sin embargo, era una falsa promesa y ha hecho incrementar drásticamente su uso. Al ser un herbicida de amplio espectro, mata a todas las plantas sobre el que es aplicado, no solo las “malas hierbas”, excepto los cultivos transgénicos que han sido modificados para ser tolerantes a este compuesto, lo que permite su uso indiscriminado sobre estos.
Desde hace décadas ONGs como Greenpeace vienen denunciando los potenciales efectos dañinos del glifosato para la salud humana, pero nunca se han llegado a tomar medidas.  El resultado: millones de hectáreas de tierras de cultivo, los parques y hasta las aceras son rociadas con glifosato cada año en todo el mundo.
Vías de exposición al glifosfato. Imagen: Greenpeace
Vías de exposición al glifosfato. Imagen: Greenpeace
En marzo de 2015 la Agencia para la Investigación sobre el Cáncer (IARC, por sus siglas en inglés), dependiente de la Organización Mundial de la Salud (OMS), ha clasificado el glifosato como “probablemente cancerígeno para los seres humanos”. Esta clasificación se basa en la evidencia limitada en seres humanos pero una fuerte evidencia de que es cancerígeno para los animales. También se sospecha que actúa como un disruptor endocrino y que es tóxico para la reproducción.
Los científicos han detectado este “probable” carcinógeno humano en nuestro aire, la lluvia, e incluso en nuestros cuerpos. 
El informe de Greenpeace “Los plaguicidas y nuestra salud: una preocupación creciente” muestra como los plaguicidas afectan a nuestra salud y que entre los principales grupos de riesgo y más vulnerables se encuentran los agricultores, sus familias, los fetos, bebés y niños pequeños. Para aquellas personas que no nos encontramos en estos grupos la alimentación es la principal vía de exposición a los plaguicidas.

¿PODEMOS PROTEGERNOS FRENTE AL GLIFOSTATO?

¿CUÁL ES LA POSICIÓN “OFICIAL” DE ESPAÑA EN TODO ESTE ASUNTO?

Lamentablemente, España, al contrario de países como Francia, Italia, Austria o Luxemburgo, ha manifestado públicamente su apoyo a la propuesta de la Comisión Europea para renovar por diez años más la autorización de uso del glifosato, sin restricción, en la Unión Europea.
Ante la resolución del Parlamento Europeo, Greenpeace y otras ONGs piden que el Gobierno español reconsidere su postura y no apoye la propuesta actual de la Comisión, sino que se trabaje en una nueva, que permita el abandono del glifosato y la más que necesaria transición hacia la agricultura ecológica.

CONTINÚA EL TRABAJO PARA SU PROHIBICIÓN TOTAL

Aunque esta buena noticia es un respiro en el debate, su resultado sigue sugiriendo que el glifosato permanezca en el mercado cinco años más, lo que supone más tiempo del necesario para hacer una transición a una agricultura libre de este herbicida.
No hay que bajar la guardia por tanto y continuar informando a la ciudadanía, recabando apoyos y movilizándose para que nuestros campos estén libres de estos tóxicos.
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