Friday, May 23, 2014

Origem do Português e do Galego – A Língua portuguesa é Irmã gémea do Galego | TriploV Blog

Origem do Português e do Galego – A Língua portuguesa é Irmã gémea do Galego | TriploV Blog





Origem do Português e do Galego – A Língua portuguesa é Irmã gémea do Galego

António Justo
A Academia Brasileira de Letras fez um levantamento sobre a língua
portuguesa e verificou que esta tem atualmente cerca de 356 mil unidades
lexicais.
A grande riqueza do português provém na sua maioria do latim e do grego e
das línguas das tribos ibéricas: galaicos, lusitanos (marcas de origem
indo-europeia e miscigenação com os celtas, anterior às invasões romanas),
etc. e dos invasores germânicos do séc. V (cerca de 600 palavras de origem
germânica) e dos ocupantes mouros (berberes e árabes do séc. VIII que
enriqueceram o português com cerca de 600 até mil palavras); com os
Descobrimentos o português continuou-se a enriquecer integrando palavras dos
novos povos no seu léxico; actualmente a preponderância da cultura
anglo-saxónica favorece a integração de palavras inglesas. De notar que o
português não só recebeu palavras das culturas com que contactou mas também
deixou crioulos e palavras noutras línguas (O japonês também tem cerca de
600 palavras de origem portuguesa).
O galaico-português era o idioma falado nas regiões de Portugal e da Galiza,
no Reino de Leão, que devido à divisão política do mesmo espaço geográfico,
posteriormente começou a diversificar-se nas línguas portuguesa e galega. A
partir do séc. XII a literatura apoderou-se do galaico-português de modo, a
o português se diferenciar no século XVI da língua galega, sua irmã gémea.
A língua portuguesa é a evolução do latim que, como língua veicular
literária e cultural, se expressava de duas formas: a maneira de falar
intelectual (erudita) e a popular; assim, na formação do Português,
encontramos a forma clássica – a língua do Lácio falada até uma certa altura
e depois mantida pelos eclesiásticos, poetas e prosadores, como veículo da
cultura intelectual e por outro lado a forma do latim vulgar que era falada
pelo povo e que abandonada a si mesma se ia modificando mais e mais, com um
certo acompanhamento do linguajar erudito. O mesmo se dá hoje: distingue-se
a maneira de expressar de uma pessoa sem grande formação e uma pessoa
formada. Os próprios escritores latinos, que utilizavam a forma clássica,
referem também o falar do latim vulgar do povo; os escritores romanos
referem-se ao falar do povo com os termos "sermo vulgaris", "cotidianus",
"plebeius", "rusticus", etc.
Estas divergências encontram-se ainda hoje nas formas populares e de escrita
de qualquer língua a nível fonético, morfológico e por vezes até sintático.
A população não consumidora de “alta cultura” usa menos palavras para se
exprimir metendo por vezes numa só palavra outros sentidos ou conotações,
enquanto a pessoa mais culta recorre, para tal efeito, a maior diferenciação
e consequentemente a uma maior gama de palavras.
No território que hoje constitui Portugal e Espanha, já se falavam várias
línguas, antes dos invasores latinos chegarem. Entre elas a mais falda era a
céltica. O Vasco conseguiu resistir ao latim.
De resto, pelos fins do séc. IV a língua vulgar falada por toda a península
era a forma vulgar do latim, o "romanço". Com as invasões dos alanos, suevos
e godos e depois dos árabes, o romanço foi enriquecido com palavras novas
dos falares dos invasores. A língua, naqueles tempos abandonada a si mesma,
sem disciplina gramatical que lhe desse formato evolutivo, decaiu
modificando-se segundo as regiões, pois já não havia a administração romana
para lhe dar sustentabilidade nem uma regulamentação da língua, a nível
suprarregional. Entre os falares surgiu o galego-português que se modificou
algo, devido à independência de Portugal alcançada por D. Afonso Henriques e
à obrigação do uso do português então “arcaico” ordenado por D. Dinis para
os documentos escritos em vez do latim. Assim, temos hoje o idioma português
e o galego; a maior diferenciação do galego deu-se a partir do séc. XVI.
Embora se possa provar a existência do galego-português no séc. VII (e o
português proto-histórico – um latim bárbaro) só a partir do séc. XII surgem
textos completos em português notando-se então a influência da literatura
sobre ele.
Numa missão civilizadora, os trovadores que cultivavam a poesia e a música
por gosto, contribuíram muito como estabilizadores e fomentadores da língua.
Ao irem de castelo em castelo espalhavam também ideais e a dignidade da
mulher. Os segréis faziam da arte de trovar uma profissão. Os jograis
tocavam vários instrumentos e cantavam versos alheios (artistas da boémia).
Muito do legado antigo encontra-se nos Cancioneiros Primitivos.
O lirismo galego-português é do mais genuíno e documenta-se como uma poesia
de romaria a Santiago de Compostela e nas romarias aos santos. Segundo Celso
Ferreira da Cunha deve “considerar-se como obra de síntese de diversas
influências, sobretudo da poesia popular e da poesia latino-eclesiástica”.
Tinha duas correntes poéticas: a cantiga de amor que denuncia influência
estrangeira, e a cantiga de amigo de caracter popular tradicional. Esta é a
primeira manifestação genuína do lirismo peninsular.
Um documento importante do português Arcaico é o Testamento de D. Afonso II
(1214) que começa assim:” En nome de Deus. Eu rei Don Afonso, pela gracia de
Deus, rei de Portugal, sendo sano e saluo, temete o dia da mia morte, a
saúde de mia alma e a proe de mia molier, raina Dona Orraca, e de meus
filios e de meus uasssalos…”
No português histórico temos a fase arcaica do séc. XII, XIII e XIV (as
terminações arcaicas em “om” deram origem às terminações modernas em “ão” e
“am”); segue-se a fase de transição do séc. XV e finalmente a fase moderna,
com início no séc. XVI até hoje. No séc. XIV e XV introduziram-se na língua
muitas palavras do latim erudito e do grego; o séc. XV foi muito profícuo em
mestres da língua (Garcia de Resende, Fernão Lopes, Eanes de Zurara, Rui de
Pina, Frei João Alves); a língua passa a ter o seu eixo já não em Santiago
de Compostela mas em Lisboa; o séc. XVI produziu grandes mestres da língua
como Gil Vicente, João de Barros, António Ferreira, mas o maior de todos
eles, o grande mestre do português moderno foi Luís de Camões com “Os
Lusíadas”. Camões é um grande entre os maiores da literatura mundial, como
afirmava já o grande Friedrich von Schiller, grande poeta, filósofo e
historiador alemão que trocaria a sua obra pela glória dos Lusíadas de
Camões.
No séc. XVI dá-se a grande diferenciação do português em relação ao galego.
António da Cunha Duarte Justo

Thursday, May 22, 2014

Volve o teatro radiofónico coa historia recente como tema -

Volve o teatro radiofónico coa historia recente como tema - Ferrol - Diario de Ferrol





CREATIVIDAD CONTRA LA MEDIOCRIDAD REINANTE. ENHORABOA A TODOS E TODAS QUE FACEDES HABITABLE ESTA ESCOMBREIRA DOS DÍAS BAIXO O DOMINIO DA NECEDADE-

Imaxe da estrea de “Crónicas republicanas” no Ateneo l.p.

Miguel Castro e José Torregrosa firman “Crónicas republicanas”, unha peza de teatro radiofónico que onte se escoitou publicamente por primeira vez no Ateneo Ferrolán. Trátase da terceira achega como director de Castro a este xénero (“A guerra dos mundos” e “Factoría Zombie”), centrándose neste caso nas esperanzas da II República e o acontecido despois coa Guerra Civil e o franquismo ata a chegada da democracia e os retos da sociedade na que vivimos.  Pásase por grandes acontecementos históricos pero tamén polo día a día dos inmigrantes, dos traballadores ou dos activistas que son perseguidos polas súas ideas políticas.

Baseándose na estrutura do libro “Crónicas marcianas” de Ray Bradbury, presentan escenas que conforman unha viaxe temporal de máis de 80 anos na que Ferrolterra tamén é protagonista. As loitas obreiras e os sucesos do 10 de marzo de 1972, coa morte de Amador e Daniel, cobran vida nas voces dun amplo elenco no que figuran André “Pequeno Monstro”, Iago Montes, Mirlandy Hernández, Fernando Ocampo, Helga Méndez, Migka Kacius, Luisma Albarración, Ángeles García, Paula Morado, Miguel Castro, José Torregrosa, Pedro Rodríguez, Antía Aneiros, Macoumba, Jose Polo, Aarón Penteo e Raúl del Metal.

Logo desta estrea a peza, que naceu como idea nunha homenaxe a Santiago Carrillo en Asturias, está dispoñible para proxectarse (inclúe tamén ilustracións e fotografías) en asociacións ou centros de ensino que o pidan.

Wednesday, May 21, 2014

#AGECULTURA | Porque é a hora do pobo, e nós somos simplemente pobo

#AGECULTURA | Porque é a hora do pobo, e nós somos simplemente pobo









"Manifesto de traballadoras e traballadores da Cultura"

Para nós, traballadoras e traballadores da cultura, parte da multitude creadora, difusora e usuaria de diversas modalidades de produción cultural, estas eleccións ao Parlamento Europeo son unha oportunidade colectiva irrenunciable.

Porque os produtos culturais e artísticos, elaborados sempre con materia prima colectiva e traballo en común, esixen compromiso co libre intercambio, son a expresión de necesidades colectivas non mediatizadas pola lóxica do capitalismo, baseada na conquista de lucro privado e na acumulación de riqueza nas mans dunha inmensa minoría. Son a expresión da vida dun pobo que, como suxeito soberano, quere construír a súa propia historia.

Porque a produción cultural é un conxunto de bens inmateriais que a todas e a todos nos pertencen, e por iso defendemos o seu valor de uso fronte ao valor de cambio que o mercado impón coas súas leis silenciosas, invasivas e salvaxes.

Porque o pobo ten dereito a un acceso igualitario á cultura, non determinado por diferenzas de clase, de xénero nin de poder adquisitivo, desde os primeiros anos da formación ata o final da vida. E ese dereito fundamental a un ben común ten que ser garantido polas administracións públicas.

Porque a cultura galega e a súa especificidade ten dereito a dialogar coas outras culturas de Europa e do mundo en igualdade de condicións, sen someterse, sen aceptar nuingunha caste de subalternidade.

Porque elaboramos a maior parte dos nosos produtos colectivos cunha lingua de historia brillante e períodos de escuro sometemento. A lingua galega, sen a cal non se entendería a nosa produción cultural e artística, sen a cal non seriamos o que somos, pois non só é ferramenta de creación, materia prima, senón tamén un produto colectivo en constante recreación. A todas e a todos nos pertence, todas e todos nós nos pertencemos no común da lingua galega. Dunha lingua que facemos nosa con orgullo e que desexamos lingua oficial das institucións europeas.

Porque queremos unha lingua e unha cultura en plenitude de dereitos efectivos, non apenas simples expresións patrimoniais. Unha lingua e unha cultura con absoluta capacidade de desenvolvemento, tal como lle corresponde a unha nación emancipada.

Porque como traballadoras e traballadores da cultura, somos clases populares, e sabemos que só organizando a rebelión cívica e facendo parte da Internacional do traballo e dos pobos agredidos seremos capaces de organizar o noso propio futuro e de garantir un mínimo de mil primaveras máis para a lingua galega. Somos pobo consciente, suxeito soberano de dereitos colectivos irrenunciables.

Por iso manifestamos pública e orgullosamente o noso apoio á candidatura da Alternativa Galega de Esquerda en Europa e a Lidia Senra, a nosa futura deputada no Parlamento Europeo.

Porque é a hora do pobo, e nós somos simplemente pobo. 

Lee o manifesto e/ou asinao nesta ligazón: http://agecoacultura.wordpress.com/

Friday, May 16, 2014

Queremos Galego celebrará ocho manifestaciones simultáneas el 17 de mayo para "multiplicar" la defensa del gallego

Queremos Galego celebrará ocho manifestaciones simultáneas el 17 de mayo para "multiplicar" la defensa del gallego



Queremos Galego celebrará ocho manifestaciones simultáneas el 17 de mayo para "multiplicar" la defensa del gallego



Un paso adiante e outro adiante, Galiza' será el lema de la movilización, en homenaje al poeta Xosé María Díaz Castro

   SANTIAGO DE COMPOSTELA, 21 Abr. (EUROPA PRESS) -
   Ocho protestas convocadas por la plataforma Queremos Galego recorrerán las calles de las principales ciudades gallegas y de la comarca de A Mariña lucense el próximo 17 de mayo, Día das Letras Galegas, en una movilización "expansiva" que busca "multiplicar" la defensa de la lengua gallega.
17 demaio14
Con el lema 'Un paso adiante e outro adiante, Galiza', un verso adaptado del poema 'Penélope' de Xosé María Díaz Castro (homenajeado este año), las marchas arrancarán simultáneamente a las 12.00 horas en las siete ciudades gallegas y en la localidad de Foz, aunque la plataforma todavía apunta la posibilidad de que en próximas jornadas que produzcan nuevas adhesiones en otros municipios.
  Susana Méndez, coordinadora de la plataforma, ha destacado en rueda de prensa que este han dado "una pequeña vuelta" al formado de las protestas para intentar "multiplicar por ocho" la defensa de esta lengua "milenaria" y así dar un nuevo "paso adelante" tras el éxito de las pasadas convocatorias
  También presente en el acto, Marcos Maceira, único candidato a nuevo presidente de A Mesa pola Normalización, ha considerado que cualquier avance en el país "tiene que contar siempre con la lengua gallega", que permite "avanzar conjuntamente y que nadie quede atrás".
   Así, ha lamentado que "lo único" que ha atendido el Ejecutivo tras las anteriores movilizaciones ha sido "una sanción económica" a la plataforma, mientras que el Gobierno central continúa rechazando el gallego como lengua para abordar las relaciones con la Administración.
   Por ello, han decidido "responder por ocho" a estas actuaciones y ha llamado "a todas las personas que defienden el país y lengua" a participar en estas protestas en defensa de "los derechos" que le corresponden al pueblo gallego.

"GOBIERNO DE DRÁCULAS"

   Tras tomar la palabra para saludar la próxima elección de Maceira como presidente de A Mesa, el portavoz de Queremos Galego, Carlos Callón, ha destacado que la sociedad gallega ha sido protagonista de movilizaciones "masivas", las "mayores manifestaciones" en defensa de la lengua gallega de la historia y "las mayores" en defensa de un idioma que se han producido recientemente en Europa.
   Frente a ello, ha situado "las censuras" de la Xunta o del Gobierno central "con esas sanciones económicas" por "defender el país" y pedir "que se cumpla el Estatuto". "No vamos a tolerar esa tentativa de criminalización", ha advertido.
   Callón ha incidido, así, en el lema escogido para estas protestas para llamar a la sociedad a dar "otro paso adelante" frente a este "Gobierno de Dráculas" que está avanzando en la "desertización" del idioma. "No dejaremos de elevar nuestra voz", ha concluido.

Monday, May 12, 2014

Un día dentro de la ocupación de El Algarrobico

Un día dentro de la ocupación de El Algarrobico



Veinte furgonetas circulan una tras otra por una carretera desangelada mientras la costa del Cabo de Gata amanece. La primera marca el camino, teme perder al resto. “Ve más despacio... Dale, dale, ya puedes acelerar”. Pasadas las siete de la mañana, aparece él, el símbolo de la invasión urbanística del litoral, el Hotel Algarrobico. La última vez se despidieron con la ilusión de no tener que volver, pero allí sigue implacable. La masa de monos de obra naranjas regresa para recordar su paralizada existencia.

Ágiles, convencidos, contundentes, con los últimos coletazos de los nervios previos en sus estómagos, cien activistas cruzan la verja y se introducen en lo que pudo ser un complejo hotelero. El agente de seguridad privado hace el amago de acercarse, pero recula. Son demasiados, muchísimos más que durante las cinco experiencias anteriores de Greenpeace en El Algarrobico. Los conoce. “¿Otra vez aquí?”.

Unos corren con litros y litros de pintura. Otros frenan en seco, pancarta en mano, y posan con mirada firme y adrenalina contenida. La entrada es sencilla, rápida y sin incidentes, aunque, transcurridos los cinco primeros minutos de ocupación, la llegada de la Guardia Civil activa la carrera de algunos activistas hacia el interior del enorme hotel. Cuantas menos identificaciones, mejor. Primera meta del equipo, lograda: está dentro.

[Vídeo: Greenpeace]
En apenas 15 minutos ya están distribuidos por “sectores” con su rodillo en mano. “Hay que pintar lo negro de blanco y lo blanco de negro”, dice Mamen a tres de sus compañeras. Es su primera vez como activista pero colaboraba con Greenpeace como voluntaria de sensibilización.
Cruzan de una terraza a otra por lo que habrían sido una especie de macetas en el hotel inacabado. Ascienden o bajan de un balcón a otro a través de escaleras de metal. “Hasta que no tengas firme uno de los pies no bajes el siguiente”, le dicen ahora a Mamen. El trabajo en equipo es visible.
Varios activistas pintan la fachada de El Algarrobico / Greenpeace
Varios activistas pintan la fachada de El Algarrobico / Mario Gómez-Greenpeace
Las identificaciones también comienzan rápido. Los agentes de la Guardia Civil se introducen en el hotel, que entremezcla detalles de mármol o madera bien cuidados con ruinas y zonas inacabadas. Piden documentos de identidad, pero también tranquilizan: avisan de que no van a efectuar ningún tipo de represión. En un principio caminan por las diferentes plantas. Después, durante la mayor parte del tiempo, permanecen en dos puntos concretos del terreno donde los activistas no identificados intentan no pasar. “¿Pero cuántos sois?”, dice uno de ellos algo descolocado. Aunque la prensa ya esté titulando con una cifra, en el interior de El Algarrobico “nadie lo sabe”. Unos y otros dan el aviso cuando hay un agente cerca, por si acaso, pero pocas veces aparecen. La presencia del Instituto Armado es beneficiosa, según reconocen muchos de los activistas.

Pasada una hora, los paseos de los agentes parecían empujados más por la necesidad de entretenimiento que por el rastreo de los 'no identificados', aunque alguno que otro continuaba sorprendiéndose con su aparición en momentos inesperados. Los activistas mantienen cierta cautela, sin perder la libertad para moverse por hotel.

Las verdaderas restricciones al libre movimiento las impulsan dos factores: las puertas bloqueadas y la inexperiencia en El Algarrobico. Los activistas 'repetidores', saben cuántas plantas hay que subir para poder moverse de un extremo a otro del edificio. O para simplemente subir de piso. O para simplemente bajar. Los menos experimentados, darán varias vueltas hasta absorber los trucos.
“Por aquí no hay salida. Creo que, si bajas dos plantas más, puedes ir al otro extremo y subir a la zona de arriba”; “La escalera es demasiado corta. Ahora ¿cómo bajamos? Esto está todo cerrado”. Sentirse atrapado de vez en cuando es habitual durante las primeras horas.
Hay que andar con ojo: agujeros de ascensores que nunca llegaron, clavos sueltos en maderas desperdigadas por los suelos, cables de cobre colgados desde el techo, pequeñas montañas de escombros... Esta estampa contrasta con suelos de mármol; cajones de madera en amplios armarios; baños con doble lavabo, bañera, bidé y váter (algunos mantienen un precinto de plástico) o cristaleras enormes con vistas al mar.

Pasan las horas y arrancan las reacciones de su “ocupación”. Mientras los rodillos continuaban tiñendo la fachada de negro, se empieza a escuchar una voz procedente de un megáfono. Les llaman “eco-terroristas”, farsantes, millonarios. Aseguran que están contratados por la “multinacional ecológica” y por "partidos políticos", que cobran dinero por esa acción, entre otras muchas cosas. Algunos lo comentan entre risas, sin entrar al trapo, mientras siguen tiñendo El Algarrobico, situado a 14 metros de la costa. Es un grupo de vecinos de Carboneras, la localidad donde se levantó el hotel. Las promesas de empleo del entonces alcalde calaron en ellos en una zona donde “tampoco se fomenta otra forma de desarrollo”. En la zona también aparecieron personas pertenecientes a plataformas afines a Greenpeace para defender su acción.

Se acercan las 13 horas y se corre la voz: creo que vamos mucho mejor de lo esperado. Hablan de los tiempos previstos para la elaboración del enorme punto negro que rodea la inscripción: “Hotel ilegal”. Están animados, piden fotos de fuera que tardan en llegar pero, a pesar de la falta total de cobertura, se acaban recibiendo -sí, sí; hay trucos para todo-.

El madrugón adelanta el hambre, las horas de sol acelera la sed y el agotamiento. Cada uno sabe sus limitaciones, llega el momento de descansar.
Momento de descanso durante la ocupación de El Algarrobico/ Gabriela Sánchez
Momento de descanso durante la ocupación de El Algarrobico/ Gabriela Sánchez
Bocado tras bocado conoces a una maestra de educación primaria “muy miedosa”. Como Mamen, también viene del voluntariado de sensibilización y esta es su primera acción. Su novio es activista pero confiesa que aún no se había atrevido: “Tengo mucho vértigo y me asusta bastante las posibilidades de multas, de represión policial, algunos han acabado en el calabozo muchas horas...”. Pero aquí está. ¿Su razón de estar ligada a la defensa del medioambiente? “No nos damos cuenta de su importancia. Afecta a todo”.

Y aparece Luis (nombre ficticio), entregado desde hace más de 20 años al ecologismo, activismo que compatibiliza con un empleo en el que podría tener problemas si “se enteran” de donde ha pasado este fin de semana. Sus ganas de hablar se mezclan con el miedo a hacerlo de más. “Los activistas y, especialmente los ecologistas, estamos muy estigmatizados, tanto para lo bueno como para lo malo. No somos ni lo uno ni lo otro. Unos nos trata como héroes, otros como locos...”. Reconoce tener miedo de reconocer esta parte de sí mismo. “Da la sensación de que algunos piensan que lo hacemos porque no tenemos otra cosa que hacer. Y muchos hacemos verdaderos esfuerzos para participar en acciones como estas”.
El hombre que lanzaba críticas contra los activistas de Greenpeace por su acción en Algarrobico/Gabriela Sánchez
El hombre que lanzaba críticas contra los activistas de Greenpeace por su acción en Algarrobico/Gabriela Sánchez
El ambiente se caldeó a última hora. Algunos defensores de El Algarrobico regresaron a los alrededores del hotel.El hombre del megáfono repetía algunas de las descalificaciones  y hablaba de posibles puestos de trabajo con la apertura del hotel. Mientras, otro grupo de habitantes de Carboneras contrarias al edificio situado a 14 metros de la playa posicionó un coche al lado con música en alto, para contrarrestar el mensaje de sus vecinos. Estos últimos llegaron a subir a las inmediaciones del hotel, custodiados por la Guardia Civil. En tres  muros del hotel pintaron su propio lema: “Hotel sí”.

Cuando regresó la calma. Algunos de los activistas abandonaron el hotel pues regresaban a sus correspondientes ciudades o países. Otros han pasado la noche en el Algarrobico. “Dormiré en alguna de las muchas habitaciones de lujo del hotel”, bromeaban. A la mañana siguiente, a pesar de que el gran punto negro y sus correspondientes letras estaban prácticamente acabados a falta de unos detalles poco perceptibles, los ocupantes del edificio estaban a primera hora de la mañana rematando cada matiz, repasando los negros que podían estar más negros, perfilando el "hotel" y el "ilegal" hasta el último momento.

El resultado

Conta atrás para salvar os 135 anos de actividade do Ateneo Ferrolán - Praza Pública

Conta atrás para salvar os 135 anos de actividade do Ateneo Ferrolán - Praza Pública



Integrantes da plataforma polo dereito ao aborto, en defensa do Ateneo

O Ateneo de Ferrol fundouse en 1879 e durante os últimos 135 tivo sempre un papel moi importante na promoción da cultura na cidade, unha actividade só interrompida durante os periodos de ditadura e que nos últimos anos, dende a chegada á alcaldía do popular José Manuel Rey Varela, se atopa seriamente ameazada. E moito máis neste momento, no que a entidade debe enfrontar unha débeda de 39 mil euros que o Concello se comprometera a achegare que anuncia que non pagará.
Outra imaxe de apoio ao Ateneo
Tras o franquismo, a entidade refundouse como Ateneo Ferrolán, e dende 1983 ocupa un fermoso edificio no número 202 da rúa Madalena. En 2008, a raíz dun problema de pingueiras no teito, o Concello decide a rehabilitación completa do inmoble, unhas obras nas que investiu 1,2 millóns de euros. Por mor das obras, os fondos do Ateneo -unha biblioteca de dez mil volumes e unha valiosa hemeroteca- tiveron que ser alamcenados por unha empresa de mudanzas. A anterior xunta directiva, presidida por Ramón Veloso, chegou a un acordo verbal co concelleiro de Urbanismo, Guillermo Evia, para que fose o Concello quen recuperase os bens do Ateneo con cargo ás arcas municipais. Porén, en 2011 cambia o goberno municipal e o Concello muda os seus plans.
Dende a reapertura do edificio, réstalle á institución cultural boa parte do espazo que ocupaba anteriormente, instalando alí outras tres asociacións e relegando o Ateneo ao último andar, a pesar de que en 2008 o pleno municipal aprobara por unanimidade a cesión indefinida do edificio ao Ateneo. Pero, ademais, o Goberno municipal négase a pagar a débeda de 39 mil euros contraída coa empresa de mudanzas que almacenou os fondos do inmoble, unha empresa que se nega a negociar unha solución e que xa presentou unha demanda xudicial contra o Ateneo.
Edificio do Ateneo
Ateneo, presidido na actualidade polo historiador Eliseo Fernández, vén de iniciar unha campaña pública,Salvemos o Ateneo, para alertar na comarca e en toda Galicia da situación que se está a vivir e do perigo que vive unha institución cultural cun século de actividade. A entidade culpa da situación ao actual goberno municipal, ao que lle lembran que foi o Concello o que decidiu rehabilitar o edificio e trasladar os fondos, e que ademais se comprometeu a pagar pola súa recuperación, como parte das obras:"O Ateneo non trasladou o seu patrimonio por capricho, senón a consecuencia dunha obra promovida polo Concello. O traslado e almacenamento realizouse de acordo co Concello e dirección de obra".
Ademais, consideran que con esta estratexia, Rey Varela busca "castigar" un "traballo cultural crítico realizado polo Ateneo que resulta incómodo para o actual goberno municipal" e subliñan que "mentres o Partido Popular reclama que Ferrol sexa Patrimonio da Humanidade deixa o Ateneo e o seu patrimonio feridos de morte".Os responsables do Ateneo alertan de que non poden facer fronte á cantidade de cartos reclamada e de que está en risco o mantemento dos actuais tres postos de traballo que se ocupan de xestionar as súas actividades. A entidade, con 300 socios e socias, iniciou tamén unha campaña de afiliación para mellorar a súa situación económica, e está a recoller sinaturas a través dunha petición en change.org, pois sinalan que "unicamente a presión e movilización cidadá pode mudar as cousas e forzar unha negociación na que ateneo,concello e empresario pechen este conflito".

Saturday, May 10, 2014

O gaseiro 'LNG Sestao Knutsen', o 168 buque, cargado con miles de toneladas de GNL/LNG para Reganosa, anuncia a entrada na Ría de Ferrol este Sábado 10 de Maio - O Comité Cidadán de Emerxencia convoca unha nova acción de protesta o mesmo día

Ártabra 21: O gaseiro 'LNG Sestao Knutsen', o 168 buque, cargado con miles de toneladas de GNL/LNG para Reganosa, anuncia a entrada na Ría de Ferrol este Sábado 10 de Maio - O Comité Cidadán de Emerxencia convoca unha nova acción de protesta o mesmo día







CONCENTRACIÓN SONORA EN FERROL,

 SÁBADO 10 DE MAIO, ÁS 8 DA TARDE (NOVO HORARIO)
NA PRAZA AMADA GARCIA
DIANTE EDIFICIO DA XUNTA DE GALICIA


O gaseiro 'LNG Sestao Knutsen', é un buque de grande porte, 284 m de eslora e 42,5 m de manga e  de calado 12.30 m. Cunha capacidade de 138.000 m³ de GNL. Son miles as toneladas de GNL/LNG, para a ilegal e perigosa Reganosa. Este enorme buque ten anunciado a súa entrada na Ría de Ferrol, para este Sábado 10 de Maio de 2014. Esta entrada, supon xa a 168, desde que o fixera o LNG "Galicia Spirit" en Maio de 2007.



Diante do aumento da ameaza contra a seguridade e a vida, que supón a entrada do buque gaseiro, xunto á propia instalación da Planta de Gas en Mugardos, o Comité Cidadán de Emerxencia para a Ría de Ferrol convoca unha acción de protesta e denuncia, consistente nunha Concentración Sonora, o mesmo Sábado ás 8 da Tardeen Ferrol, na Praza Amada Garcia diante do Edificio Administrativo da Xunta de Galicia.



Esta concentración coincide, cun novo despropósito contra a poboación que mora na contorna desta Ría. Pois anuncian un novo negocio de Reganosa, apoiado pola Xunta de Galicia, subsidiado con diñeiro público. Proxectan un HUB de Gas Natural Licuado de Reganosa que fará de Ferrol unha enorme bomba de reloxería colocada dentro da nosa Ría, será  a construción dun surtidor de gas (gasoliñeira) na Ría de Ferrol, para buques que utilicen LNG/GNL como combustíbel.



Hai dous anos (11 de maio de 2012) que se ditou a Sentenza polo Tribunal Supremo, onde a planta xa foi declarada ilegal, en sentenza inapelábel. 





Tras a Sentenza do Tribunal Supremo, que declara ilegal a localización de Reganosa, temos que esixir o fin desta ameaza e deste malgasto de cartos públicos. Temos que esixir o seu peche definitivo.

  • QUE SE CUMPRA A SENTENZA DO TRIBUNAL SUPREMO XA! 
  • POLA DEFENSA DA VIDA, A NOSA SEGURIDADE E A RÍA  !!
  • CESE DA ACTIVIDADE E DESMANTELAMENTO DE REGANOSA  !!
  • PECHE XA!!
  • PLANTA DE GAS FORA DA RÍA  !!


10 razóns para preguntar-se ... Por que Reganosa ten que saír da nosa Ría e das nosas Vidas?


O COMITÉ CIDADÁN DE EMERXENCIA PARA A RÍA DE FERROL, TAMÉN NECESITA NESTES MOMENTOS AXUDA ECONÓMICA, PARA CONTINUAR COS PROCESOS XUDICIAIS E ADMINISTRATIVOS ABERTOS: COLABORA. 




Comité Cidadán de Emerxencia para a Ría de Ferrol

comitecidadan@gmail.com

www.comitecidadan.org

@ComitCEmerxenc

Sunday, May 04, 2014

Una mina de uranio atravesará un área protegida en Salamanca | Sociedad | EL PAÍS

Una mina de uranio atravesará un área protegida en Salamanca | Sociedad | EL PAÍS



UN GAMONAL, DOS GAMONALES , TRES GAMONALES...

ESTAMOS EN MANOS DE CRIMINALES? SI, SIN DUDA, LEED ESTO:





Una mina de uranio atravesará un área protegida en Salamanca

Grupos ecologistas denuncian el proyecto ante la UE por su riesgo ambiental

 Baños de Retortillo 2 MAY 2014 


El ruido que trae el dinero



Uno de los yacimientos de uranio en superficie más ricos de Europa y, por tanto, fácil de explotar está en un territorio que durante los siglos IX al XII fue tierra de nadie y que hoy, azotado por la emigración y el desempleo, vive todavía en el olvido. “Hasta que llegó Berkeley... Nadie hasta entonces se había ocupado de esta comarca”, se queja José Luis Moreno, presidente de Stop Uranio. Pueblos como Retortillo, de 244 habitantes, según datos del INE de enero de 2012; Villavieja, 899; Villares, 132; o Boada, 307, son fiel reflejo del abandono secular que sufre esta comarca. Una comarca con bosques que albergan aves como la cigüeña negra o el buitre leonado y, en sus corrientes fluviales, especies endémicas como la sarda salmantina.

Esta tierra estaba tranquila hasta que llegó el dinero fácil del uranio. Y los 50 millones de euros que dice haber invertido ya Berkeley en la zona han provocado no poco ruido. ¿En qué los ha gastado? “Parte de ellos en comprar voluntades y quién sabe si también a algunos alcaldes”, denuncia el activista Jesús Cruz.

Villavieja y Retortillo han recibido ya 86.528 euros el primero y “algo más de 110.000 el segundo”, según Javier Santamartina (PP), su actual regidor. También Villares de Yeltes, aledaño a la mina, “ha cobrado algo”, dice el alcalde, José Manuel Hernández (PP). “Les hemos sacado 19.000 euros de compensación para el pueblo”, dice.

Jorge Hernández, alcalde de Villavieja (PSOE), pueblo al que pertenece el yacimiento Santidad, se justifica: “Si el pueblo se levanta, este Ayuntamiento se pone en cabeza, pero aquí nadie ha protestado”. No es de la misma opinión el alcalde de Boada, Matías Garzón (PSOE), que convocó un referéndum. ¿Resultado? El 98% del pueblo votó en contra de la mina. “Es un disparate y el daño será irreparable para todos”, augura Garzón.



Como si se tratase de una aparición, los grupos de jubilados que pasean por la carretera SA-322 junto a Baños de Retortillo (Salamanca) se detienen, perplejos, ante las oficinas que Berkeley Minera España SA, de matriz australiana, acaba de construir en medio del encinar. Son la primera muestra visible del proyecto Retortillo-Santidad; un plan que, cuando se materialice, albergará una de las pocas minas de uranio a cielo abierto que hay en Europa.



La explotación está ubicada apenas a un kilómetro del balneario, en medio de un bosque mediterráneo de gran valor ecológico y ambiental. De hecho, existen dos directivas europeas que protegen la zona dentro de las redes ZEPA (Zona de Especial Protección para las Aves) y LIC (Lugar de Importancia Comunitaria). Pero estas no han sido obstáculo para que la Consejería de Medio Ambiente de la Junta de Castilla y León emitiese, el 25 de septiembre de 2013, una Declaración de Impacto Ambiental (DIA) favorable al proyecto. Una “decisión precipitada e incomprensible”, según José Luis Moreno, presidente de la plataforma Stop Uranio; y que choca, además, con la prudencia que sí ha tenido la Comisión Europea al conocer el proyecto, que ha decidido abrir un expediente informativo en respuesta a la denuncia interpuesta, el pasado 30 de agosto, por Stop Uranio. Esta plataforma denuncia que Berkerley “incumple el Programa General de Medio Ambiente de la UE de horizonte 2020”, por el que se pretende “que el capital natural esté protegido y mejorado, además de que se salvaguarden la salud y el bienestar de los ciudadanos”. La Comisión aún está recabando datos y no ha decidido si llevará el expediente adelante.



La explotación dejará en la zona residuos radiactivos

Por su parte, el Consejo de Seguridad Nuclear (CSN) tiene entre sus competencias exigir a la empresa que cumpla los protocolos que rigen para este tipo de explotaciones. Y si considera que el dossier está incompleto, se lo hace saber. Así ocurrió el pasado 5 de marzo, cuando pidió a Berkeley que hiciese correcciones tras haber observado “carencias significativas”. Le viene a decir que los residuos son radiactivos y deben ser tratados como tales; no como pretende la empresa, que los considera residuos sin más y así podría depositarlos al aire libre o en el hueco que deje la extracción de mineral. “Lo que el CSN pide es un tratamiento similar al que se requiere para los cementerios nucleares”, comenta Gabriel Risco, portavoz de Equo en la región.



También los portugueses se han interesado por la mina —la frontera apenas queda a 50 kilómetros—. Grupos ecologistas de ambos países se han reunido recientemente en Villavieja (pueblo al que pertenece parte del yacimiento) para denunciar los daños que explotaciones como esta, en las que se manipula mineral radiactivo, pueden causar a las personas y al medio ambiente.



Mientras tanto, Berkeley sigue cumpliendo los plazos y aportando la documentación que le exige el CSN y espera que la Administración le autorice a iniciar los trabajos cuanto antes. “Confiamos en que sea a principios de 2015”, dice Francisco Bellón, su director general, quien añade por si alguien dudara de la seguridad del proyecto: “Hemos pedido estudios radiológicos, medioambientales, sobre el impacto del ruido y las explosiones o sobre la restauración de terrenos a empresas especialistas internacionales”. “Entiendo que la mina pueda generar alguna sensibilidad, pero precisamente por eso hemos desarrollado un proyecto absolutamente riguroso”, concluye. Y es que, efectivamente, la “sensibilidad” en la zona es grande; unos porque creen que la mina va a ser el maná que les saque de pobres —Berkeley ha prometido crear 196 empleos—, y otros porque no acaban de entender que “pueda cometerse tal salvajada ecológica y medioambiental, además de que se va a envenenar a la población”, dice Jesús Cruz, autor de un blog muy activo en contra de la mina.



La empresa espera empezar los trabajos a principios de 2015



Aunque lo que prima es el miedo. Miedo que no se expresa habitualmente, pero que altera el rostro cuando alguien pronuncia palabras como uranio, radiactividad, Fukushima, Chernóbil o cáncer. Además, la población teme que la mina les impida comercializar su ganado (cerdo ibérico y vacas morucha, sobre todo) o que los bosques de robles, alcornoques y encinas se mueran por efectos del polvo radiactivo. De momento, solo para que la mina se abra, más de 25.000 de estos árboles deben ser arrancados.



La veta de uranio, de 4,3 kilómetros de longitud, casi uno de ancho y 120 metros de profundidad (según las prospecciones de Berkeley), está partida en dos por el río Yeltes, cuyo cauce y riberas están protegidos por las directivas europeas ya citadas. La empresa tiene previsto vallar 2.517 hectáreas, de las que 240 estarán ocupadas por la huella minera, escombreras y una decena de balsas; enormes contenedores de líquido que mediante el procedimiento de lixiviación estática facilitarán la extracción del óxido de uranio (U3O8). Este sistema requiere cantidades ingentes de agua que, mezclada con productos químicos como el ácido sulfúrico, la sosa cáustica o el ácido clorhídrico, posibilitará la decantación del mineral.



El yacimiento, según Berkeley, alberga cinco millones de kilos de U3O8 que, “al precio actual en el mercado a largo plazo”, explica Bellón, “tendrían un valor de más de 430 millones de euros”. “La mina, entendemos, es muy rentable”, concluye Bellón. Eso a pesar de que la vida prevista son 10 años y la inversión se calcula en 354 millones de euros.
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